
Programa de
Pesquisa 2026
Novas pesquisas exploram a percepção dos brasileiros sobre as mudanças climáticas
O ITS Rio apresenta os trabalhos desenvolvidos na quarta edição do Programa de Bolsas da Pesquisa “Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros”.
Além de gerar novos resultados, o programa estimula a tradução das evidências para formatos capazes de alcançar diferentes públicos e contribuir para o debate público e para a formulação de políticas climáticas.
Realizado no primeiro semestre de 2026, o programa selecionou cinco propostas para desenvolver novas análises a partir dos dados abertos da pesquisa nacional encomendada pelo ITS Rio ao Ipsos-Ipec, em 2025. Durante dois meses, pesquisadores de diferentes áreas investigaram a percepção da população brasileira sobre as mudanças climáticas, explorando recortes demográficos, socioeconômicos, territoriais e comunicacionais.
Nesta edição, foram selecionadas as propostas de Camila Santos; Carolina Bilhim; Luan Marca; Karla Tatiana da Silva e do grupo formado por Ricardo Antunes, Christine Albiani, Guilherme Mucelin e Bruna Strahl. Os trabalhos apresentam diferentes perspectivas sobre como os brasileiros compreendem, vivenciam e respondem às mudanças climáticas.
A iniciativa busca ampliar o aproveitamento público da base de dados, incentivar a produção de conhecimento sobre a agenda climática e aproximar pesquisa acadêmica, análise de dados e comunicação científica.
Conheça, a seguir, as pesquisas desenvolvidas na quarta edição do programa.
PESQUISADORES SELECIONADOS PARA A 4ª EDIÇÃO
CONFIRA AS PESQUISAS DESENVOLVIDAS
Engenheira de produção, especialista em gestão de projetos de impacto social e fundadora da Margem Viva, estúdio e laboratório de projetos que transforma soluções nascidas nas periferias em operações estruturadas e mensuráveis. É pesquisadora da produção econômica a partir da reprodução social pela Casa Tombada e colunista do Alma Preta Jornalismo sobre clima, território e cuidado. Atua há mais de dez anos na gestão de projetos de impacto social, articulando engenharia de projetos, pesquisa aplicada e análise crítica da economia social.
RESUMO
A crise climática vista das periferias urbanas, de Camila Santos, analisa como os efeitos das mudanças climáticas são percebidos e vivenciados pela população brasileira, especialmente nos territórios periféricos. A partir dos dados da pesquisa Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros e de relatos sobre experiências cotidianas, o trabalho identifica uma “dissociação climática”: embora 93% dos entrevistados reconheçam que o aquecimento global está acontecendo e a maioria perceba impactos como aumento da temperatura, do preço dos alimentos, da energia elétrica e dos desastres ambientais, o clima raramente aparece entre as prioridades políticas espontâneas da população. Essa aparente contradição revela que a crise costuma ser vivida por meio de problemas concretos — como perda de renda, dificuldades de mobilidade, insegurança alimentar e sobrecarga do trabalho de cuidado — sem ser necessariamente identificada como uma questão climática.
Orientado pela Teoria da Reprodução Social e pelo debate sobre justiça ambiental, o estudo demonstra que os impactos da crise não são distribuídos de maneira igual: populações periféricas, negras e de menor renda estão mais expostas aos riscos, embora tenham menos acesso à proteção, à infraestrutura e aos espaços de decisão. Diante desse cenário, a autora propõe que o clima deixe de ser tratado como uma pauta ambiental isolada e passe a orientar políticas de combate à pobreza, planejamento urbano, saúde, habitação, assistência social e proteção do trabalho. O estudo também recomenda uma comunicação pública conectada às experiências dos territórios e a participação efetiva das populações periféricas na formulação das respostas à crise climática.
PRINCIPAIS RESULTADOS
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A crise climática é reconhecida e vivenciada, mas pouco priorizada politicamente: 93% dos entrevistados afirmam que o aquecimento global está acontecendo, embora o clima raramente apareça entre as principais preocupações espontâneas da população.
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Os impactos são percebidos por meio da vida cotidiana: 95% identificam o aumento da temperatura e do custo da energia elétrica, 94% percebem a elevação do preço dos alimentos e 92% reconhecem o crescimento dos desastres ambientais.
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A desigualdade influencia a experiência climática: populações periféricas e de menor renda estão mais expostas aos efeitos da crise, enquanto grupos com maior renda e escolaridade apresentam maior domínio conceitual e capacidade de nomear o fenômeno.

ARTIGO
A crise climática vista das periferias urbanas
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Cientista política, mestre e doutoranda em Ciência Política pela UNIRIO, com pesquisa em governança climática, políticas públicas e equidade, com foco na integração da perspectiva de gênero às políticas climáticas subnacionais. Atua em iniciativas de juventude e de ação climática, incluindo a ClimaTalk, na qual acompanha as negociações da UNFCCC sobre financiamento, adaptação e gênero. É vice-diretora e responsável pela comunicação do Instituto SustentAção, com iniciativas voltadas à justiça climática e ao Sul Global. Desde 2024, é Climate Reality Leader no The Climate Reality Project Brasil e integra redes como Clima e Mulheres na COP30 e o GT de Gênero e Clima do Observatório do Clima.
RESUMO
O estudo de Carolina Stavale de Miranda Pinto Bilhim investiga os fatores que influenciam o engajamento climático da população brasileira. Com base nas 2.600 entrevistas da pesquisa Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros, o trabalho testou 23 hipóteses relacionadas a características sociodemográficas, crenças, conhecimento, percepção de risco, fontes de informação e comportamentos pró-ambientais. Dezoito hipóteses apresentaram associações estatisticamente significativas, confirmando uma cadeia que conecta crença no aquecimento global, percepção de risco, preocupação ambiental e ação pró-ambiental.
A pesquisa identifica três obstáculos estruturais à transformação da preocupação em ação: a desigualdade no acesso ao conhecimento climático, associada principalmente à escolaridade; a falta de conexão entre as narrativas climáticas e econômicas; e a distância entre o amplo apoio à proteção ambiental e a baixa participação em mobilizações coletivas. Os resultados indicam que políticas de comunicação devem tornar os riscos mais concretos, relacionar o clima à vida cotidiana, diversificar os canais de informação e oferecer caminhos acessíveis para a participação social.
PRINCIPAIS RESULTADOS
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A percepção de risco impulsiona a preocupação e o engajamento: o risco para as próximas gerações apresentou a associação mais forte com a preocupação climática, enquanto pessoas com alta percepção de risco pessoal e familiar realizam mais ações pró-ambientais.
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Há amplo apoio ambiental, mas baixa mobilização coletiva: cerca de 86% apoiam a proteção ambiental, mas menos de 28% já participaram de manifestações ou abaixo-assinados relacionados ao tema.
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Informação e comunicação fazem diferença: maior escolaridade e diversidade de fontes estão associadas a mais conhecimento e engajamento. As redes sociais ampliam o compartilhamento de conteúdos, mas o uso do WhatsApp, isoladamente, não está associado a maior conhecimento climático.

ARTIGO
Da preocupação à ação: Quais fatores explicam o engajamento climático no Brasil?
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LUAN MARCA
É graduado em Administração pela Universidade de Passo Fundo (2019) e mestre em Administração pela mesma instituição (2021). Atualmente, é doutorando em Economia do Desenvolvimento e professor assistente na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Atua nas áreas de economia regional, economia ambiental, ciência de dados aplicada e avaliação de políticas públicas, utilizando métodos econométricos, com ênfase em modelos espaciais e inferência causal. Em nível nacional, investiga os determinantes do crescimento econômico municipal, os efeitos de choques climáticos e desastres naturais sobre variáveis socioeconômicas e a dinâmica das desigualdades regionais no Brasil. De forma focalizada na Amazônia Legal, desenvolve estudos sobre uso da terra, desmatamento, emissões de GEE e suas consequências para a saúde pública. Trabalha com análise quantitativa avançada e possui experiência no uso da linguagem R para modelagem econométrica, ciência de dados e processamento de bases de dados.
RESUMO
O estudo de Luan Marca propõe um Índice de Consciência Climática para medir e acompanhar a percepção da população brasileira sobre as mudanças climáticas. A metodologia combina dados das edições de 2022–2023 e 2025 da pesquisa Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros e considera quatro dimensões: conhecimento e percepção de risco; reconhecimento das evidências científicas; compreensão dos impactos do desmatamento na Amazônia; e adoção de comportamentos pró-ambientais.
Os resultados revelam que a consciência climática permanece relativamente baixa e apresentou pouca evolução entre as duas edições analisadas. Ao mesmo tempo, práticas pró-ambientais estão mais presentes do que o conhecimento científico e a compreensão aprofundada do fenômeno. O estudo também identifica diferenças territoriais importantes e recomenda políticas de educação e comunicação climática adaptadas aos contextos regionais, capazes de conectar os comportamentos já adotados pela população às causas e consequências mais amplas da crise climática.
PRINCIPAIS RESULTADOS
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A consciência climática apresentou avanço modesto: o índice geral passou de 23,7 pontos, em 2022–2023, para 24 pontos, em 2025, numa escala de 0 a 100.
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A prática está à frente do conhecimento: o componente de comportamento pró-ambiental alcançou 51,9 pontos em 2025, enquanto os indicadores cognitivo, de evidências climáticas e de percepção sobre a Amazônia ficaram abaixo de 18 pontos.
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A percepção climática varia entre os territórios: as diferenças observadas indicam que proximidade com áreas ambientalmente sensíveis, por si só, não garante maior conscientização; fatores educacionais, institucionais e informacionais também influenciam os resultados.

ARTIGO
Percepções públicas sobre mudanças climáticas no Brasil: construindo um Índice de Consciência Climática
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Engenheira da Computação, especialista em Mineração de Dados Complexos (UNICAMP) e pós-graduanda em Inteligência Artificial Generativa Aplicada (UTFPR). Idealizadora e desenvolvedora do projeto Amazônia Inteligente: Monitoramento Climático, plataforma que analisa 216.813 registros climáticos da Bacia Amazônica (2000-2025). Participante da AI Climate Academy preparatória para COP30 (Belém, 2025). Atua há mais de 8 anos em desenvolvimento de sistemas e análise de dados, com foco na intersecção entre educação, ciência de dados, mudanças climáticas e comunicação científica.
RESUMO
O estudo de Karla cruza as respostas do recorte do Amazonas na pesquisa Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros com séries históricas de temperatura de Manaus e do nível do Rio Negro. A análise busca compreender em que medida a percepção da população sobre o aumento da temperatura, as mudanças no regime de chuvas e os riscos ambientais corresponde às transformações físicas documentadas no território.
O trabalho identifica uma “bipolaridade climática percebida”: parte dos respondentes considera, simultaneamente, que as chuvas estão aumentando e diminuindo. Em vez de uma contradição, o fenômeno refletiria a experiência recente de alternância entre cheias e secas extremas. Os resultados também indicam forte percepção do aumento da temperatura e elevada preocupação com os riscos para as próximas gerações. Como o recorte estadual reúne 88 entrevistados, os dados devem ser interpretados como uma análise exploratória, sem generalizações para toda a população amazonense.
PRINCIPAIS RESULTADOS
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A percepção do aumento da temperatura está alinhada aos dados físicos: 99,1% dos respondentes perceberam elevação da temperatura, enquanto 2024 registrou média máxima 1,27 °C acima da referência histórica de 2000 a 2019.
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A aparente contradição sobre as chuvas reflete a alternância de extremos: 13,8% perceberam simultaneamente aumento e diminuição das chuvas, resultado associado à sucessão de cheias e secas severas do Rio Negro.
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A experiência climática antecede o conhecimento técnico: o recorte do Amazonas apresentou maior preocupação e percepção de risco do que a média nacional, embora o conhecimento autodeclarado sobre aquecimento global tenha permanecido próximo ao observado no país.

ARTIGO
Percepção climática no Amazonas: entre a experiência vivida e os dados físicos
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GRUPO DE PESQUISA | Ricardo Antunes, Christine Albiani, Guilherme Mucelin e Bruna Strahl
Ricardo Antunes
Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Pará e bacharel em Direito, especialista em Direito, Políticas Públicas e Controle Externo pela Uninove/SP. Especialista em Populações Indígenas da Amazônia (UFPA). Pós-graduando em Ética em IA pela UFPB.Integrante do 3° Grupo de Pesquisa “Inteligência Artificial e Inclusão” e “Mudanças Climáticas na percepção dos brasileiros”- 2026, no Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio) e membro da LACLIMA.Trabalha em intervenções estratégicas em áreas relacionadas à privacidade, desinformação ambiental, proteção de dados e políticas públicas.
Christiane Albiani
Advogada atuante em Compliance Digital e Proteção de Dados. Mestre em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) com foco em direitos fundamentais e trabalho sobre democracia e desinformação. MBA pela USP. Integrante do 3º Grupo de Pesquisa do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio) sobre Inteligência Artificial e Inclusão. Autora de diversos artigos em revistas nacionais e internacionais sobre os impactos da inteligência artificial na sociedade. Membro do Instituto dos Advogados da Bahia (IAB). Integrante da Comissão de Inteligência Artificial da OAB/BA. Professora convidada da Faculdade Baiana de Direito nas áreas de inteligência artificial e proteção de dados pessoais.
Guilherme Mucelin
Doutor, com período de doutorado na Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Direito pela UFRGS; pós-doutorados em Regulação de Plataformas Digitais (UFF) e em Regulação de Neurotecnologias na Mediterranean University of Reggio Calabria, com estágio no Max Planck Institute for Comparative and International Private Law. É vice-líder do grupo DIGICON (IDP/CNPq), pesquisador do CTS-FGV Direito Rio e do CEDIS-IDP, diretor de e-commerce do Brasilcon, professor do Mestrado Profissional do IDP e consultor nas áreas de direito digital, governança de dados e regulação da inteligência artificial.
Bruna Strahl
Especialista em Direito Administrativo e Gestão Pública e pós-graduanda em Direito Digital, Cybersecurity e Inteligência Artificial pela FMP/RS. Pesquisadora em regulação da inteligência artificial, participou de três edições do GEDD/IEDT e publicou no JOTA e em O Globo sobre algoritmos, plataformas digitais e a Amazônia. Recebeu premiação no SIMCARBO 2025 por trabalho sobre a Lei 15.042/2024 e a gestão ambiental territorial indígena. É Procuradora Jurídica do CRA-RS, onde chefia o setor jurídico. Na Prefeitura de Canoas, entre 2021 e 2025, atuou em governança, transformação digital, integridade e proteção de dados, e foi Superintendente Executiva da CanoasTec. Atua na promoção do debate técnico-jurídico focado no uso ético da inteligência artificial, convergindo as áreas de Direito, Integridade e Tecnologias. Atua no fortalecimento do debate técnico-jurídico sobre o uso ético da inteligência artificial, unindo Direito, Integridade e Tecnologias. Integra a Compliance Women Committee, a Rede InovaGov e a Rede Elas na IA, além das Comissões de Compliance e de Proteção de Dados e Privacidade da OAB/RS, onde participa do Grupo de Trabalho de IA.
RESUMO
O relatório de Guilherme Mucelin, Ricardo Moura Antunes, Bruna Strahl e Christine Albiani apresenta uma análise sociológica das quatro edições da pesquisa "Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros", realizadas entre 2020 e 2025. Organizado em cinco eixos, o estudo examina as diferenças sociodemográficas e regionais na percepção climática, sua evolução ao longo do período, a circulação de desinformação ambiental e digital e as relações emergentes entre mudanças climáticas, inteligência artificial e infraestruturas digitais.
A análise identifica desigualdades de conhecimento associadas principalmente à escolaridade, à classe social, à idade e ao posicionamento político, além de uma distância entre as evidências científicas e as informações acessadas pela população. O relatório também aponta lacunas importantes nas pesquisas disponíveis, especialmente sobre povos e comunidades tradicionais, confiança nas fontes digitais, exposição à desinformação e impactos ambientais de tecnologias como inteligência artificial e data centers. Os autores recomendam que as próximas edições incorporem perguntas mais específicas sobre esses temas e ampliem a diversidade dos recortes sociais e territoriais.
PRINCIPAIS RESULTADOS
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O conhecimento climático permanece baixo e estável: entre 2020 e 2025, a parcela que declara conhecer o tema variou entre 21% e 25%, com média de 22,7%.
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A percepção é atravessada por desigualdades sociais: escolaridade, classe, idade e posição política estão entre os fatores que mais diferenciam o conhecimento e a preocupação climática. Em 2025, por exemplo, 33% das classes A e B declararam conhecer o tema, ante 22% da classe C.
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Faltam dados para compreender o impacto da desinformação digital: embora redes sociais e sites sejam fontes centrais de informação ambiental, as pesquisas ainda não permitem estabelecer uma relação clara entre plataformas digitais, inteligência artificial, desinformação e percepção climática.

ARTIGO
Políticas de mudança climática e governança digital: Análise sociológica das pesquisas “Mudança climática na percepção dos brasileiros”
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