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Edição 2025

METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada pela Ipsos-Ipec com 2.600 entrevistados, maiores de 18 anos, das cinco regiões do Brasil, entre os dias 10 de outubro de 2025 a 11 de novembro de 2025. As entrevistas foram realizadas por telefone com apoio de questionário eletrônico, no sistema C.A.T.I (Computer Assisted Telephone Interview).

 

O questionário eletrônico utilizado para a coleta dos dados foi traduzido e adaptado da pesquisa nacional sobre percepção de clima dos Estados Unidos, realizada pelo Programa de Mudanças Climáticas da Mudanças Climáticas da Universidade de Yale (Yale Program on Climate Change Communication). Foram também adicionadas ao questionário perguntas relativas à realidade brasileira, como por exemplo, os impactos das mudanças climáticas no dia a dia e as expectativas da população sobre a COP30, no Brasil. 

Fatores de ponderação foram calculados pelo Ipsos-Ipec para correção de cotas populacionais, com base em dados da PNAD-IBGE.

 

A amostra da pesquisa é representativa da população brasileira com 18 anos ou mais e garante a leitura independente dos resultados por região geográfica do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para o total da amostra, considerando um nível de confiança de 95%.

Para ter acesso aos dados abertos da pesquisa, escreva para itsrio@itsrio.org.

LEIA TAMBÉM

Relatório descritivo da 4ª edição

Clique para fazer o download

Veja algumas descobertas do estudo 

DENTRE OS BRASILEIROS...

CONCLUSÃO

A PERCEPÇÃO DOS BRASILEIROS SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E AQUECIMENTO GLOBAL

A PERCEPÇÃO DOS BRASILEIROS SOBRE QUEIMADAS E DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

Uma das novidades da edição de 2025 da pesquisa foi a investigação a respeito da percepção dos brasileiros sobre a COP30. Pouco mais da metade dos brasileiros já ouviram falar na COP30, principalmente entre a população da região Norte, com nível de escolaridade superior e das classes AB. Além disso, metade dos brasileiros acreditam que a COP30 conseguirá reduzir os impactos negativos das mudanças climáticas, sendo os mais jovens – de 18 a 24 anos – os mais otimistas. 

 

De um modo geral, há certa estabilidade nos dados relativos à percepção dos brasileiros sobre mudanças climáticas e aquecimento global. É o caso da preocupação com o meio ambiente, tema sobre o qual metade dos brasileiros afirmam estar muito preocupados, com destaque para as mulheres, pessoas mais à esquerda e com 55 anos ou mais. Apesar disso, apenas cerca de um em cada quatro brasileiros consideram que sabem muito sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas. A percepção dos brasileiros de que o aquecimento global está acontecendo e que isso pode prejudicar muito as próximas gerações segue disseminada na quase totalidade da população.  Apesar dessa relativa estabilidade, alguns indicadores da pesquisa apresentam diferenças, como no caso da percepção sobre o aumento ou a diminuição das chuvas. 

 

Além disso, oito em cada dez brasileiros consideram que é mais importante proteger o meio ambiente, mesmo que isso signifique menos crescimento econômico e menos empregos. Este resultado indica maior conscientização ambiental entre os brasileiros em relação à sustentabilidade e ao desenvolvimento econômico em comparação com a edição anterior da pesquisa. 

Empresas e indústrias, além dos governos, aparecem como os principais responsáveis por contribuir mais para resolver o problema das mudanças climáticas (quando considerada a primeira menção), enquanto cidadãos e ONGs ambientais são menos citados. Ainda assim, ao se considerar o conjunto das menções, observa-se amplo reconhecimento do papel de empresas, governos e cidadãos por mais de oito em cada dez brasileiros. 

No que se refere às ações individuais em prol do meio ambiente, os dados apontam relativa estabilidade dos comportamentos, com mudanças pontuais entre as edições da pesquisa. Houve redução da proporção de brasileiros que afirmam votar em políticos por suas propostas ambientais, ao mesmo tempo em que aumentou a menção ao uso de energia solar ou de fontes não poluentes nas residências. As ações ambientais são mais frequentes entre pessoas que se posicionam politicamente à esquerda, entre os mais escolarizados e nas classes AB, evidenciando que algumas desigualdades presentes na sociedade brasileira impactam no engajamento ambiental.

Quase a totalidade dos brasileiros já ouviu falar sobre as queimadas na Amazônia e a maioria segue atribuindo esses fenômenos principalmente à ação humana. Esse entendimento é mais frequente entre pessoas com 55 anos ou mais e entre aquelas que se posicionam politicamente à esquerda.

A responsabilização pelas queimadas na Amazônia recai principalmente sobre madeireiros e garimpeiros, que seguem como os mais citados pela população, ainda que com variações em relação à edição anterior da pesquisa.

No que se refere ao desmatamento, os dados apontam estabilidade em relação às edições anteriores da ampla concordância da população de que o desmatamento na Amazônia representa uma ameaça ao clima e ao meio ambiente do planeta, prejudica a imagem internacional do Brasil e afeta a qualidade de vida da população local. Ao mesmo tempo, a maioria dos brasileiros rejeita a ideia de que o desmatamento seja necessário para o crescimento econômico, especialmente entre os mais escolarizados e entre aqueles que se posicionam politicamente à esquerda. 

MEIOS DE INFORMAÇÃO SOBRE O MEIO AMBIENTE

Os resultados da pesquisa mostram que as redes sociais, a Internet e as interações interpessoais configuram-se como as principais fontes de informação sobre o meio ambiente, sobretudo entre os mais jovens, enquanto a mídia tradicional e os canais de governo alcançam parcelas menores da população. Ainda assim, destaca-se o uso combinado de múltiplas fontes pela maioria dos brasileiros, o que pode ampliar a possibilidade de acesso a informações mais qualificadas, embora persistam desigualdades de acesso associadas à idade, escolaridade, posição política e raça. 

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